quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quanto vale uma vida

No dia 04 de janeiro postei um texto sobre as previsões de todo ano. Dentre algumas previsões estavam os deslizamentos de terra e enchentes no sudeste.

Com muito pesar acompanho as notícias desses dias e vejo as imagens das enxurradas e das centenas de pessoas mortas, que tristeza e sofrimento.

Afinal, quanto vale uma vida? Quanto valem centenas de vidas?

A Presidenta vai agora fazer aquela "capa" que todo político faz, dizer que vai dar apoio irrestrito e incondicional e, podem esperar para ver, no carnaval já não se falará mais no assunto.

O lema político é semelhante ao de um vizinho meu que diz o seguinte: "Por mim... se morreu enterra e pronto, enquanto tem um morrendo tem um monte nascendo".

Será essa o valor de uma vida?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Assessores Especiais - Para que servem?

Quase todos os dias no diário oficial há decretos nomeando e exonarando assessores especiais do Governador. Entretanto, são tantos, quase incontáveis que chega a angustiar a ignorância minha de não saber sua serventia, acho que são muito importantes tamanha a quantidade e mudanças entere quem entre a sai.

Então a pergunta que não quer calar: Para que serve um assssor especial, seja I ou II?

Quem souber por favor, responda-me.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lei é Lei - DETRAN em foco

A notícia de hoje foi que o novo diretor Geral do DETRAN não está pretendendo cumprir a Lei de reestruturação do DETRAN que foi aprovada e sancionada em 2010 e entrou em vigor no dia três desse mês.

Segundo as notícias o Diretor do DETRAN  teria dito que a lei era "eleitoreira" por ter sido aprovada e sancionada no período eleitoral e que só daria cumprimento depois de consulta a Procuradoria Geral do Estado.

Ensina o direito algumas divisões e classificações das leis como por exemplo lei ordinária, lei complementar, lei penal, administrativa, civil, etc. Lei "eleitoreira" é uma classificação que jamais havia visto em matéria legal e espero que não cair em concurso público um questão sobre essa inovação.

Lei é Lei e acabou, tramitou como deveria tramitar, foi aprovada como deveria ter sido e sancionada com tal e entrou em vigor, tem que ser cumprida, doa a quem doer, goste o Diretor ou não.

Claro que se houver argumentos legais que a tornem ilegal ou impossível de ser cumprida deve-se ingressar com a ação devida para ser declarada pela justiça o seu descumprimento.

O que isso? Um dirigente público que tem como princípios basilares o cumprimento da lei a qualquer custo negar-se a cumpri-la é um absurdo, seja ele quem for.

Sobre o caráter eleitoreiro deve-se ressaltar que a imprensa acompanhou toda a luta dos servidores e alguns diretores para conseguir que a reestruturação do DETRAN, há muito tempo necessária, chegasse a virar projeto de lei e depois passasse por setores do governo como SEGOF, SEAD, PGE e então fosse para a assembleia legislativa.

A luta daqueles servidores é antiga e não deve ser considerada eleitoreira porque foi sancionada no auge do desespero da campanha da ex-governadora.

Se assim fosse, todos os delegados nomeados e empossados entre o primeiro e o segundo turno deveriam agora ser exonerados por ser um nomeação "eleitoreira".

Se for por esse caminho o governo vai começar muito mal.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Livre Nomeação e Capacidade

Agora com as mudanças de governos vem à tona novamente as nomeações do comissionados para inúmeros cargos da Administração Pública e não se resume apenas as secretarias. São milhares de cargos em comissão existentes no Estado.

Algumas nomeações foram elogiadas e destacadas pelas qualidades técnicas dos nomeados, como são os casos de saúde, educação e segurança. Já outras secretarias foram nomeadas pessoas para atender pedidos de partidos para o governo conseguir agradar os aliados e manter a governabilidade. Porém, em muitos casos são pessoas sem nenhuma ligação com a função que estão assumindo. Aqui faço um parêntese para explicar o porquê de não estar nomeando as pessoas que entendo que não tem conhecimento das áreas de trabalho, simplesmente porque não é um problema que se vive hoje, mas há muitos governos então o problema não está ligado a esse ou aquele partido a essa ou aquela pessoa, não gostaria de partidarizar a questão.

Pergunta-se: Quais os critérios legais para a nomeação de alguém para assumir uma função no Estado? Tem que ter nível superior que tenha relação com a área de atuação da função? Tem que ter experiência na respectivo trabalho? Acha que a resposta a essas perguntas é não.

A resposta é não porque em grande parte das nomeações os comissionados não tem nenhuma ligação com a área que irá atuar, não como funciona a burocracia do órgão e como as coisas devem acontecer para o bom desempenho. O que acontece é que quem vai treinar e ensinar tudo ao comissionado é justamente o servidor público, que quer que o órgão no qual trabalha funcione e assume a missão de orientar o seu novo superior.

Digo mais, a falta de conhecimento e ligação com a função gera também uma falta de compromisso e preocupação com o bem do que é público, ou seja, o comissionado acaba mais por atrapalhar do que ajudar.

Vamos especificar um pouco em uma área que todo cidadão tem relação que é o trânsito. O DETRAN, por exemplo, vou excluir a nomeação do Diretor Geral, por enquanto. Mas as gerência de agência de todo o interior do Estado e de áreas internas essenciais ao andamento do sistema de habilitação e veículos e fiscalização de trânsito são todos cargos comissionados. Já vi casos de gerentes que tem apenas o ensino médio completo e sequer saber operar um computador, como podem operar um sistema complexo e sequer sabem fazer um ofício. O que acontece? Mal funcionamento da gerência que prejudica todas os usuários da região atendida e daí ampliamos o problema para a SEFA, SEMA, SEDUC, saúde, etc...

Com isso todo o Estado perde pelo mal funcionamento o próprio Estado se trava.

Acredito que o cargo comissionado deveria ser melhor disciplinado, respeitando as especificações de cada área do governo e também o excesso de comissionados gera cabides de emprego, apadrinhamento político, nepotismo, corrupção e outros males.

Muitos e muitos cargos comissionados poderiam ser substituídos por funções gratificadas, as quais só podem ser ocupadas por servidores efetivos dos próprios órgãos. Um forma de valorizar o servidor e de melhorar o funcionamento da estrutura de funcionamento do Estado. Eu digo que pessoas capazes motivadas são suficientes para suprir deficiências de estrutura. Pessoas incapazes vão sentar, receber seu salário e esperar o tempo passar enquanto durar a pessoa que o indicou.

Não adiante colocar na cabeça uma pessoa super reconhecida e competente se no corpo haverá células incapazes de fazê-lo funcionar.

Vamos pensar nisso.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Mídia, O Governo e Belém

Desde que Simão Jatene foi eleito governador até ontem quase todas as entrevistas que vi do governador os entrevistadores preocupam-se essencialmente com solução de problemas de Belém. O governador é bombardeado com perguntas sobre o trânsito de Belém, saúde de Belém segurança de Belém.

E é interessante verificar quando moramos na capital paraense que o belenense, em geral, acredita também que o Pará resume-se a Belém.

Depois quando vem a onda separatista, dizem que o Pará ficará com a parte com menos possibilidades de desenvolvimento, com muito mais população e menos renda.

Ora, os senhores da mídia na verdade não conhecem o Pará e seus problemas, como moram em Belém limitam-se a pensar somente nos problemas da capital e aí vemos o governador do Estado parecendo um prefeito dando entrevistas. Até para falar de futebol só há questionamentos sobre remo e paysandu.

Tenham mais respeito e preocupação com o interior ele é essencial ao desenvolvimento do Estado. A mídia tem importância e responsabilidades muito grandes.

Procurem conhecer mais e informar mais sobre os desafios ao desenvolvimento do Estado e parem de tratar o interior apenas com área fornecedora ou sustentadora do modo de vida da capital, vamos mudar a forma de ver o Pará.

Previsões de Todo Ano

Não importa se é ano ímpar ou par, se é bissexto ou se há convergência entre diversos planetas. Não importa a numerologia, búzios, tarot ou qualquer outra forma de se prever o futuro.

O que sabemos é que nesse começo de ano, assim como foram os anteriores inúmeras cidades do Pará e do Brasil serão inundadas, morros no Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro irão desmoronar com as fortes chuvas lá as chuvas ocorrem no verão, eles ficam naquela contagem regressiva para começar o verão e quando começa e pensam que vão para as praias tomar sol a chuva é quem se apresenta. Aqui as chuvas são no inverno mesmo, mas sem frio.

Mas dizem que catástrofes ocasionadas por temporais são imprevisíveis. Pois é, tão imprevisíveis que eu já previ o que vai ocorrer esses ano e pelo menos por mais uns dez anos, isso se o mundo não acabar em 2012, é claro.

Vidas são perdidas porque se quer, morros desabam e baixadas ficam debaixo d'agua porque se quer. Desculpa, não se quer, fui muito duro, simplesmente depois que o tempo seca a mídia deixa de falar no assunto e como muitos políticos deixam de aparecer na televisão o tema perde importância e deixa-se para o ano seguinte.

Isso pode? Claro que não. Planejamento e ação podem minimizar bastante tais problemas, o que falta então? Compromisso.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os próximos 4 anos e o Pará

Como paraense, independente de partido político, torço para que os governates consigam acertar.
Quem saiu infelizmente fracassou e o Governador que está entrando, Simão Jatene sabe que vai ter muito trabalho para melhorar a estrutura do Estado, tanto sabe que não nomeou nenhum secretário meia boca para áreas vitais como saúde, educação e segurança pública.

Desses eu destaco a educação em todos os seus níveis com área das mais estratégicas para um salto de qualidade em nosso Estado, só muito investimento em educação, isso pensado a longo prazo, é claro, será capaz de melhorar a segurança pública e as demais áreas do estado.

A partir do momento que educação realmente for prioridade e a cultura de estudar estiver enraizada no paraense o Estado vai mudar muito. A partir do momento que adultos, jovens, adolecentes e crianças acreditarem e verem na prática que com indo para escola terão mais oportunidades e perspectivas de viver bem e honestamente tenho certeza que não farão opção por dinheiro fácil, mas perigoso como o tráfico e o roubo o que se alastra cada dia mais em nosso Estado.

Demos aos jovens um bom professor, bem pago e com possibilidades de progressão, boas escolas e bons materiais didáticos que não precisaremos reduzir maioridade penal e ter que tirar armas de suas mãos ou dar-lhes "porrada" para aprenderem a não roubar.

Boa sorte governador, boa sorte e muito trabalho e seriedade secretário de cultura.